quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vontade de te achar e me perder...

"Vontade de te achar e me perder..."
Marcos Loures

Vontade de te achar e me perder...
Nem sei mais aonde irei encontrar,
Esse amor que perdi, no céu ou mar...
Se não achar mais, prefiro morrer!

Eu vivo num naufragar por temer,
Que nunca mais irei enfim te achar...
Subi o mais alto monte, pra buscar...
Na linha do horizonte a percorrer...

Será o dia mais feliz em minha vida,
Ouvir-te me chamar: “- Minha Querida!”
Será a noite, nunca esquecida assim...

Desde o dia que nasceste aqui, por dentro...
És meu Rei! Sim, o meu único centro!
Encontrei-te, por fim, estás em mim!

© SOL Figueiredo
17/02/2013 – 10:20h
Foto
Hoje nada, tenho!

Acontece! Ás vezes acontece!
Tiro o dia sem sinfonia,
sem traquejo
e me desleixo!
Saco de dentro o nada e sem
nada, pois não me queixo!
Devolvo e removo os sítios,
tento encontrar algo novo,
mas não encontro!
Alargo as vistas
e as mesquinhas entrelinhas
e aí está tudo na mesma!
Toco, dobro e desembrulho,
miro e fujo, nada de nada!
Junto, separo e encolho,
os braços e os dedos,
defendo e enfrento o
quase nada!
Mas hoje, nada posso,
encontro ou tenho, para (mu)dar!

Maria Morais de Sa
Hoje nada, tenho!

Acontece! Ás vezes acontece!
Tiro o dia sem sinfonia,
sem traquejo
e me desleixo!
Saco de dentro o nada e sem
nada, pois não me queixo!
Devolvo e removo os sítios,
tento encontrar algo novo,
mas não encontro!
Alargo as vistas
e as mesquinhas entrelinhas
e aí está tudo na mesma!
Toco, dobro e desembrulho,
miro e fujo, nada de nada!
Junto, separo e encolho,
os braços e os dedos,
defendo e enfrento o
quase nada!
Mas hoje, nada posso,
encontro ou tenho, para (mu)dar!

Maria Morais de Sa
MEU VÍCIO É VOCÊ

O mel que tu derramas me convida
Banquete inesquecível que teremos,
Delícia no teu corpo, consumida,
Prazer que há tanto tempo conhecemos..

Sacio-me em teu corpo, deusa nua,
Vertentes concebidas, penetradas,
E enquanto a nossa festa continua
A lua se derrama nas calçadas

O vento roça a pele e te arrepia,
Teu corpo em convulsões, doce loucura,
A língua viajante, vai vadia
E o fogo do desejo, uma tortura

Numa explosão de fogos de artifício
O amor feito em prazer, supremo vício...

MARCOS LOURES
PINTURA

Com meu lápis
de carvão vegetal
denuncio a tua figura
alta bela cor escura

faço traços do teu rosto
curvas reentrâncias abundâncias

das tuas pernas
tenho lembranças
dos teus movimentos apressados
quando eramos namorados

nos teus lábios
carrego escarlate
é a cor da beleza
e da arte
nos mamilos dos teus seios
ponho cinza e sombreado

os teus olhos pinto com fresco
azul verde de mate
a tua alma
com o branco cor da manhã

a tua pele
com castanho cor de chocolate
quero-te bela e nua
nesta pintura de candura

Por CFBB

Reservados direitos de autor

“A publicar em livro”
CAIS DE ESPERA

Há um cais que persiste
Nos barcos de lembrança
Partem lestos sob a bruma
E na leve e branca espuma
Deixam um rasto de esperança

Vão cheios de amor eterno
Tão eterno quanto o tempo
E numa tempestade de vento
Cedo voltarão ao seu cais
Donde não partirão jamais

Desse cais que já não existe
Solta-se um choro ou um grito
Talvez um ai aflito
Onde o som não voltará mais
Porque não voltarei ao cais

Nesse cais que já não existe
Parti eu num dia tão triste… tão triste

paxiano
MEU CANTO DE LIBERDADE

Libertário é meu canto de justiça.
Libertário é saber que existe um Deus,
Distante da discórdia e da cobiça,
Que diz sempre : até logo e nunca adeus...

Libertário é o perdão que nos enleva
Libertário é o amor sem ter medidas,
Distante desta senda feita em treva
Que tanto prejudica nossas vidas...

Libertário não é somente o sexo,
Libertário não são as tolas drogas,
O côncavo se encaixa no convexo,
Quando por liberdade, amigo; rogas

Encontra-a tão somente na palavra
Que o pobre carpinteiro, a todos, lavra...



MARCOS LOURES
EU MENINA
Fui menina esbelta e faceira
Tão meiga tão doce
Sempre o fui e serei
De qualquer maneira!

Com uma força sedutora
Com um perfume que cheira
Fui sempre batalhadora
Fui amante fui guerreira!

Não fui somente mulher
Fui filha, sou mãe tenho irmão
Quis seguir em frente
Sem chorar, desesperar
Não encontrei solução!

Algumas vezes me senti linda
Menina mulher guerreira…
Fiz da vida uma batalha
Escondi-me numa trincheira!

Fui na luta alma inteira
Mas minha vitória se fez demorar
Será que um dia virá certeira?
Quanto mais tempo terei de esperar?

Como é doce recordar
Momentos de doçura de magia…
E desses momentos bons que a vida me deu
Sinto hoje uma doce nostalgia!

Nazaré G.
(Naná)

 Foto
No alívio suave
do carinho de alguém,
na escuridão
da noite..
e na neve do inverno,
nos nus e nos proscritos
procurem aí o amor.

tina Gante Espírito Santo ♥
Foto
Lua cheia

Lá fora
A
Lua
Acorda.
Espalha
E
Jorra
Brasas
Que
Enchem
A
Noite.
A
Alma
Tem
Insónias…
Começa
A
Aflorar
E
A
Palpitar
De
Tentação
Com
A
Mutação
Da
Lua.

Telma Estêvão
Lua cheia


Lá fora 
A
Lua
Acorda.
Espalha
E
Jorra
Brasas
Que
Enchem 
A 
Noite.
A  
Alma
Tem 
Insónias…
Começa
A 
Aflorar
E 
A
Palpitar
De
Tentação
Com
A 
Mutação
Da
Lua.


Telma Estêvão
MADONA DOS ROCHEDOS
por Margarida CIMBOLINI
18-02-2013

Sangreal
blasfémia

Tão negra é a mente do homem

fanatismo
do templário acusado
na Capela Rossilini.

Pela arte dos mestres adornado
está o símbolo supremo
do pecado consagrado

Flor de Lis o regou
e há palavra sagrada

Saranh filha do homem
gritou
escondida tapada
pelos tempos engolida
pela palavra negada

Opus dei
o sangue a ferida
a chaga

Martelo de bruxas martela
no Priorado do Sião.

debaixo da rosa
a chave

Ao lado direito do homem
estátua de cimento e pão
está do homem nascimento

o Santo Graal
supremo casamento
Boa noite,

as palavras de hoje,
sejam elas quais forem,
serão,
como sempre,
simples palavras...
Como um simples "Bom Dia",
que é igual a todos os dias,
dito por diversas pessoas,
mas que parece sempre diferente...
Um bom dia,
uma boa tarde,
um olá,
um qualquer coisa,
é sempre igual,
na escrita,
na verbalização,
mas diferente,
como se um jogo se trate...
A diz e B ouve,
mas se C escreve e D lê,
muda logo todo o sentido...
Uma palavra,
é apenas isso mesmo,
uma palavra...
Mas será apenas uma palavra?
Nunca uma palavra é apenas uma palavra,
mesmo sendo apenas isso...

Nuno Miguel Miranda
Rumo ao tempo...

Fui à logica sem razão
Sai da dieta me entreguei
Fui uma estrela cadente
Riscando a noite...
Perdida sem rumo
Tomei banho de mar
Sem receio fiquei nua
Senti-me a lua no cio
Louca
Largada
Apaixonada...
Busquei o sol
Murmurei os desejos
Na nostalgia da noite
Largada nas asas do vento
Segui viagem rumo ao tempo...

De Irá Rodrigues
18/02/2013
Rumo ao tempo...

Fui à logica sem razão
Sai da dieta me entreguei
Fui uma estrela cadente
Riscando a noite...
Perdida sem rumo
Tomei banho de mar
Sem receio fiquei nua
Senti-me a lua no cio
Louca
Largada
Apaixonada...
Busquei o sol
Murmurei os desejos
Na nostalgia da noite
Largada nas asas do vento
Segui viagem rumo ao tempo...

De Irá Rodrigues
18/02/2013
CALMA

Olha em volta da a volta
desfaz o laço da cá um abraço
fica do lado deita em meu carinho
dorme teu cansaço.

apaga as estrela desliga a lua
a visa o sol que não apareça
esqueça o tempo esqueça
dormi teu sono minha princesa.

Põe tua fadiga em meu colo
conta tua tristeza no ombro
deixa toda tua dor em meu peito
que guardarei teu sorriso pra quando tudo desfeito.

Guardei horas de silêncio
para calar nosso barulho
pedi paz para embeber nossa alma
pedi nós para nós por nós do mundo calma.

WASHINGTON ARRAES
CALMA

Olha em volta da a volta
desfaz o laço da cá um abraço 
fica do lado deita em meu carinho
dorme teu cansaço.

apaga as estrela desliga a lua
a visa o sol que não apareça
esqueça o tempo esqueça 
dormi teu sono minha princesa.

Põe tua fadiga em meu colo
conta tua tristeza no ombro
deixa toda tua dor em meu peito
que guardarei teu sorriso pra quando tudo desfeito.

Guardei horas de silêncio
para calar nosso barulho
pedi paz para embeber nossa alma
pedi nós para nós por nós do mundo calma.


       WASHINGTON ARRAES
Divagações

Fiquei perdida
E rasgada, no âmago
Quando escolheste ser saudade.
Nesse dia a solidão
Ficou desenhada, dentro de mim
Virou-me do avesso
E desaguou pelos meus olhos, vagos.
Desde então
Que me invento
Que me desbravo em terreno estranho
Que me aconchego no meu leito, pardo.
Com a saudade esculpida
E estacionada no meu corpo
A minha alma goteja e divaga
Sílabas que queimam
Que entram em convulsões poéticas.
Tento enxugar, o pranto
Que me cedeste
Mas o tempo fecha-me
Dentro de líricas amargas.
Morro em cada entardecer
Quando a dormência dos dedos
Me soletram… e calam todas as letras.
Sem ti, as palavras ferem-me
E deixam de fazer sentido…
São ardósias frias
E ausentes!
Ofereço-me frágil, aos toques do silêncio
Sorvo toda a saudade, bordada no coração
E na ponta dos meus dedos.

Telma Estêvão
Divagações 


Fiquei perdida
E rasgada, no âmago
Quando escolheste ser saudade.
Nesse dia a solidão
Ficou desenhada, dentro de mim
Virou-me do avesso
E desaguou pelos meus olhos, vagos.
Desde então
Que me invento
Que me desbravo em terreno estranho
Que me aconchego no meu leito, pardo.
Com a saudade esculpida
E estacionada no meu corpo
A minha alma goteja e divaga
Sílabas que queimam
Que entram em convulsões poéticas.
Tento enxugar, o pranto
Que me cedeste
Mas o tempo fecha-me
Dentro de líricas amargas.
Morro em cada entardecer
Quando a dormência dos dedos
Me soletram… e calam todas as letras.
Sem ti, as palavras ferem-me
E deixam de fazer sentido…
São ardósias frias
E ausentes!
Ofereço-me frágil, aos toques do silêncio
Sorvo toda a saudade, bordada no coração
E na ponta dos meus dedos.


Telma Estêvão
Nas curvas do meu caminho …

Nas curvas do meu caminho
Beijadas por pés descalços
Colho rosas,
Jasmins
Borboletas,
e
Abraço os meus percalços.

Caminho longo
Rochoso,
Pedras altas
Baixios,
Muros
e
Desafios.

... Mas também é amoroso,

Leva-me ao céu quando quero,
Quando nos teus braços ‘stou
Teus beijos são as flores,
Que a Primavera plantou …

… Ah!, e s’ encarregou de florir !

O Verão … de os colorir,

O Outono … de os desvanecer,

E o Inverno … de os adormecer.

O esplendor da Primavera volta, e os faz de novo ressurgir !

São assim as curvas do meu caminho beijadas por pés descalços.

Há nelas flores plantadas … mas ainda por abrir !

Magá Figueiredo
Nas curvas do meu caminho …

Nas curvas do meu caminho
Beijadas por pés descalços
Colho rosas, 
Jasmins
Borboletas,
e 
Abraço os meus percalços.

Caminho longo 
Rochoso,
Pedras altas 
Baixios, 
Muros 
e 
Desafios.

... Mas também é amoroso, 

Leva-me ao céu quando quero,
Quando nos teus braços ‘stou
Teus beijos são as flores,
Que a Primavera plantou …

… Ah!, e s’ encarregou de florir !

O Verão … de os colorir,

O Outono … de os desvanecer,

E o Inverno … de os adormecer.

O esplendor da Primavera volta, e os faz de novo ressurgir !

São assim as curvas do meu caminho beijadas por pés descalços.

Há nelas flores plantadas … mas ainda por abrir !

Magá Figueiredo
Moldando o grande amor que existe em nós...”
(Marcos Loures)

Moldando o grande amor que existe em nós...

Moldando o grande amor que existe em nós,
Revivo assim ao ver-te alegre e belo
Teu beijo em mim, uma nascente; foz...
Do amor que vive em nós, qual eu já selo!

Muitas vezes deixei de ouvir tua voz...
Erros ainda cometo e me atropelo...
Por sofreguidão e angústia, vou atroz...
Por isso, amor, por teu perdão eu apelo!

Não espero mais nada desta vida...
Perdi esse trem, nem mesmo eu sei a saída!
Vou cansada, nem quero mais viver...

Sem ter o teu amor, penso em morrer...
Morrendo por amor, eu sei que estou...
Só a tua voz e' mim, foi tudo que restou!

© SOL Figueiredo
17/02/2013 – 09:20h

Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2013 – às 10:52h –
Código do Texto: T4144805– Soneto 399
 Foto
A PAIXÃO

Quando chegou a paixão derramado o amor deixa seu cheiro
lavando o chão,rolamos como se de espuma fosse a terra
o céu negro de luz bordava de estrela lençol em linho
a cobrir nossos corpos desnudo a nos chamar de altezas.

Dançamos a noite inteira sobre nosso corpos em pele
bailamos sobre os jardins das fronteiras onde somos um
onde a vida sorrindo boceja e o amor se espreguiça
ali mora a flor da pele que te vestiu de princesa


Ao teu lado fui despertado e me fizeste rei sem vestes
me cobriste com teu sorriso e me senti coroado,
deslizastes em meu peito no suspiro de prazer te fiz mulher
e me vesti e bebi dessa mulher e deixei o amor ser amado.

WASHINGTON ARRAES.


 
Amor eterno!

O amor é...
Uma coisa que não perdemos
quando lhe damos, este retribui de volta.

Agora o meu amor é
lindo e profundo
e não precisa de gestos
frenéticos.
Tu meu amor, sorris quando
descobres que penso em ti.
Eu imagino que passeio contigo
pelo jardim, partilhando a réstea da luz...
Que beleza o vacilar dos ramos,
o cheiro das rosas.
Estamos muito felizes e contentes de todo o
amor que nutrimos um pelo outro.

Dois corações em harmonia,
o mais belo que pode existir...
Dois corações em sintonia,
um amor que não pode deixar
de se sentir...

Estarás eternamente no meu coração.

Da minha autoria
Tina Gante Espírito Santo ♥
Foto
Diário Poético – neste vazio

A nuvens abrem as suas portas
As plantas abrem a sua boca
O solo sorri pelo banho desejado

O sol brilha no ar por vezes poluído
As plantas agradecem sem palavras
O solo sorri pela toalha desejada

Uma folha de papel ainda virgem
Aguarda a sinfonia das palavras

Uma mensagem para encher os olhos
Uma mensagem para aquecer o coração
Um grito ao mundo desatinado

A musa continua a dormir o seu sono pesado
E deixa-me angustiada com o papiro
dos nossos dias englobado neste vazio

Nuremberga, 17.02.2013
©Maria do Rosário Loures
Imagem de Carol
Diário Poético – neste vazio

A nuvens abrem as suas portas
As plantas abrem a sua boca
O solo sorri pelo banho desejado
 
O sol brilha no ar por vezes poluído
As plantas agradecem sem palavras
O solo sorri pela toalha desejada

Uma folha de papel ainda virgem
Aguarda a sinfonia das palavras

Uma mensagem para encher os olhos
Uma mensagem para aquecer o coração
Um grito ao mundo desatinado

A musa continua a dormir o seu sono pesado
E deixa-me angustiada com o papiro
dos nossos dias englobado neste vazio



Nuremberga, 17.02.2013
©Maria do Rosário Loures
Imagem de Carol
Uma casa

Naquela casa distante
Onde mora a incerteza;
naquela vida constante
de alegria, ou tristeza;
porta aberta, noite e dia
onde todos vão entrar!
Casa perto, quente ou fria
tão grande para albergar;
de infortúnio, alegria;
silava agreste ou jasmim,
será ela que um dia
o terá...a ti...a mim!

Melisa Lopes