quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SANGUE DA TERRA

Searas e vinhedos, que jamais esqueço…
A brisa que me embalou foi forte e doce!
Fui o escuro que anoitece num cabeço,
mas um lençol de estrelas, eu antes fosse.

Na charneca, os madrigais foram meu berço,
os relheiros, sangue gerado pela fouce,
as cigarras, sinfonias em apreço,
os estios, o vasto campo que eu não trouxe.

Ainda sinto o crepitar da terra, ardente,
as moças que cantavam modas dolentes
e inebriavam de alegria os corações.

Nos silveirais, os rouxinois despertavam
os balidos dos rebanhos que pastavam
e eu pintava a natureza de canções.

Manuel Manços
SANGUE DA TERRA

Searas e vinhedos, que jamais esqueço…
A brisa que me embalou foi forte e doce!
Fui o escuro que anoitece num cabeço,
mas um lençol de estrelas, eu antes fosse.

Na charneca, os madrigais  foram meu berço,
os  relheiros, sangue gerado pela fouce, 
as cigarras, sinfonias em apreço, 
os estios, o vasto campo que eu não trouxe.

Ainda sinto o crepitar  da terra, ardente,
as moças  que cantavam modas dolentes 
e inebriavam de alegria os corações.

Nos silveirais, os rouxinois despertavam
os balidos dos rebanhos que pastavam
e eu pintava a natureza de canções.

Manuel Manços
REMENDOS

Desculpas não consertam erros meus,
Porém sei que o perdão sendo divino,
Por mais que atleta seja tão ladino,
Merece alguma luz que negue breus.

Dançar na corda bamba, ser funâmbulo
Um velho equilibrista se mantém,
Perdoe desde já pelo preâmbulo
Porém pura verdade ele contém;

Eu sou perna de pau, mas bem teimoso.
Botafoguense nunca desistiu,
Derrota, novamente garantiu

Certeza de um cantar mais andrajoso,
Pintando a realidade nesta tela,
O meu bordado tosco se revela...



MARCOS LOURES
REDES
por Margarida Cimbolini
alarga peneira do tempo
as malhas da tua rede

peneira as pedras da rua

da rua onde te encontrei

essa rua de rumores
de sensuais odores
de beijos há desgarrada

peneira esses teus amores
pois que são feitos de lava

mesmo quando chovia
dos meus poros
trazias flores
que peneiravas em cores

que me matavam de amores
e vinham morrer em ti
REDES
por Margarida Cimbolini
alarga peneira do tempo
as malhas da tua rede

peneira as pedras da rua

da rua onde te encontrei

essa rua de rumores
de sensuais odores
de beijos há desgarrada

peneira esses teus amores
pois que são feitos de lava

mesmo quando chovia
dos meus poros
trazias flores
que peneiravas em cores

que me matavam de amores
e vinham morrer em ti
Cor e poesia

Um olhar atento
Passeando no jardim
Descobre-se entre flores
A poesia descrita em cores...
Delicia-se no que se encontra
Arranjos perfumados de jasmim
Poesias reproduzidas
Com cheirinho gostoso assim...
Tudo ali ao meu alcance
Nem recorri à imaginação
Esbanjei a minha maneira
Viajei na pura paixão...
No final li e suspirei
Encontrei a sensibilidade
Cor e poesia
Em perfeito equilíbrio
Unidas pela felicidade...

Escrita por Irá Rodrigues em 19/02/2013
Código do texto: T4148750
Classificação de conteúdo: moderado
Cor e poesia
 
Um olhar atento
Passeando no jardim
Descobre-se entre flores
A poesia descrita em cores...
Delicia-se no que se encontra
Arranjos perfumados de jasmim
Poesias reproduzidas
Com cheirinho gostoso assim...
Tudo ali ao meu alcance
Nem recorri à imaginação
Esbanjei a minha maneira
Viajei na pura paixão...
No final li e suspirei
Encontrei a sensibilidade
Cor e poesia
Em perfeito equilíbrio
Unidas pela felicidade...

Escrita por Irá Rodrigues em 19/02/2013
Código do texto: T4148750 
Classificação de conteúdo: moderado
TEMPOS DE LEMBRANÇA

Solta-se o tempo da primeira
lembrança
Tão diferente e tão terno
Que não sei se vai se vem
se volta a ir
Voa nas asas do vento
Que não se cansa de me perseguir

Chega-me nos mais diversos
momentos
Acaricia-me com gestos
de ternura
São tempos brandos, inocentes
Que transparecem brancura

Por que marcaram assim
Um vazio tão cheio de vida?
Por que se afastaram de mim
Quando longe, estão tão perto
Quando perto, estão de partida?

Há tempos de remotas lembranças
Prenhes de vida, sonhos de crianças

paxiano
LIBERTA ME

Bate antes tarde do que nunca em minha porta
bate e me chama pra rua dançar,
vamos dança como nunca dançamos antes
de braços dados soltos e apertado,
banha minha cara de felicidade
me faz folia em tua cidadela
me abre portas e escancará janelas
deixa extravasar esvaziar o que preso estava,
deixa e coar a voz e silencia as correntes
me leva num voo de contentes
rasga a roupa de ontem
que esta impregnada de grilhões
e que fede o passado cativo do apego,
solta me as asas derrama toda tinta colorida
liberta me e me desenha liberdade
deixa em mim teu cheiro de morada nova
onde minha vida cria cara derrama mascaras,
sai o ultimo cativo preso a solidão a dois
a gora desfila nas ruas ,mostra suas asas novas
se veste de sorriso e ganha o mundo sem pressa
abraça me mata e me reviva ,liberta me !


WASHINGTON ARRAES.

 Foto
Um Novo Amanhecer …

No dia que te reencontrei,
os teus olhos cravaram-se nos meus

Guardei-os junto da rosa que me deste

Rosa rubra, matizada, salpicada de azul celeste
Olhos verde-mar propícios a amar

… relíquias preciosas!

A minha boca secou
(ficou folha de papel mais fina ainda, que o organdi do laço da camisa de noite que numa noite nos enlaçou)

Pediu-te água … e o teu sorriso sereno
encantador
a refrescou.

Fascinaram-se os nossos olhos (castanhos com verde-mar…que fascinação!)

Num breve instante se amaram num beijo que o próprio beijo … ...beijou

Quatro mãos impacientes
Ruboresceram corações
Fizeram ferver o amor
Em loucas palpitações

Desconcertada, a saudade,
Num instante se matou,
E a chama do nosso amor … (aproveitando a matança)
Que bem que nela … dançou !

Quão doce, meu amor, é ver-te da minha janela!
O dia inteiro penso nela
Quando a abro e vejo o Sol, é nele que te revejo !

Quando por baixo dela passas, o teu perfume é bebido
pelo bico do beija-flor que me traz as tuas cartas de amor

Também é por ela que deixo voar todas as minhas frustrações
(minha melhor confidente)

É no seu parapeito florido e quente pelo sol nascente,
que guardo as mais belas emoções dançando harmonia
ao sabor da melodia, que em cada madrugada para mim compões.

Não interessa o ritmo que lhes impões

Basta que ele me sussurre baixinho e ao ouvido doces palavras e paixões
Basta possuirmo-nos na profunda e terna ondulação do amor
e termo-nos, em todas as nossas tão aprimoradas ocasiões.

Assim,
o dia e a noite nunca terão fim …

Mas todos os dias, dentro de nós, raiará um novo amanhecer …

… e todos os dias o Sol adormecerá, num novo lençol de cambraia colorida !

Magá Figueiredo
Um Novo Amanhecer …

No dia que te reencontrei, 
os teus olhos cravaram-se nos meus 

Guardei-os junto da rosa que me deste

Rosa rubra, matizada, salpicada de azul celeste
Olhos verde-mar propícios a amar

… relíquias preciosas!

A minha boca secou 
(ficou folha de papel mais fina ainda, que o organdi do laço da camisa de noite que numa noite nos enlaçou)

Pediu-te água … e o teu sorriso sereno
encantador 
a refrescou.

Fascinaram-se os nossos olhos (castanhos com verde-mar…que fascinação!)

Num breve instante se amaram num beijo que o próprio beijo … ...beijou

Quatro mãos impacientes
Ruboresceram corações 
Fizeram ferver o amor
Em loucas palpitações 

Desconcertada, a saudade, 
Num instante se matou,
E a chama do nosso amor … (aproveitando a matança)
Que bem que nela … dançou !

Quão doce, meu amor, é ver-te da minha janela!
O dia inteiro penso nela 
Quando a abro e vejo o Sol, é nele que te revejo !

Quando por baixo dela passas, o teu perfume é bebido
pelo bico do beija-flor que me traz as tuas cartas de amor

Também é por ela que deixo voar todas as minhas frustrações
(minha melhor confidente)

É no seu parapeito florido e quente pelo sol nascente,
que guardo as mais belas emoções dançando harmonia
ao sabor da melodia, que em cada madrugada para mim compões.

Não interessa o ritmo que lhes impões

Basta que ele me sussurre baixinho e ao ouvido doces palavras e paixões
Basta possuirmo-nos na profunda e terna ondulação do amor
e termo-nos, em todas as nossas tão aprimoradas ocasiões.

Assim, 
o dia e a noite nunca terão fim …

Mas todos os dias, dentro de nós, raiará um novo amanhecer … 

… e todos os dias o Sol adormecerá, num novo lençol de cambraia colorida !

Magá Figueiredo
EU SOU

A brisa da manhã,
Quando o orvalho
Bate no meu rosto
Sou a alegria,
Quando o meu ser interior
Entra em sintonia com Jesus
Sou tristeza
Quando vejo
Tantas as injustiças
No mundo em que vivo
Sou o amanhecer
Quando o sol
Entra na minha janela
Para alegrar o meu dia
Sou o anoitecer
Quando vejo a beleza
Do céu estrelado brilhando
Cheio de luzes
De cores
E magia
Sou tudo
Quando tenho jesus
A guiar meus passos
E a mostrar-me o caminho
Que devo seguir
Sou como uma fênix
Renasço das cinzas
Para enfrentar
As nuvens escuras
Que passam
Pela minha vida
Sou assim
Feita de amor
E de paz
Eu sou eu
Muitas vezes
Eu sou tudo
Outras vezes
Não sou nada.

De minha autoria
Mila Lopes

Escolha !

Quando basta crer
que vontade se faz num segundo,
com ela tens de saber
que podes mudar o mundo!

Contigo fiz a jornada
e os traços em minha mão,
riscaste de novo a morada
que me leva em oração!

Não percas esta estrada
que plantamos por devoção,
de ti só quero uma palavra,
ainda que seja um não!

A verdade tem seu caminho
ainda que por muito estreita!
Se o sonho vai e desperta
que seja por nosso tino!

Este lavar de mãos,
estas moedas de judas,
são enganos a pagãos,
das promessas sem ajudas!

Nem de longe, nem de perto,
anseio por desenganos,
prefiro o justo e o correcto
que eu sofrer por enganos!

Mais fácil fazer de conta
que a conta ter de fazer...!

Maria Morais de Sa
4 MMXIII
II
XX
Escolha !

Quando basta crer
que vontade se faz num segundo,
com ela tens de saber
que podes mudar o mundo!

Contigo fiz a jornada
e os traços em minha mão,
riscaste de novo a morada
que me leva em oração!

Não percas esta estrada
que plantamos por devoção,
de ti só quero uma palavra,
ainda que seja um não!

A verdade tem seu caminho
ainda que por muito estreita!
Se o sonho vai e desperta
que seja por nosso tino!

Este lavar de mãos,
estas moedas de judas,
são enganos a pagãos,
das promessas sem ajudas!

Nem de longe, nem de perto,
anseio por desenganos,
prefiro o justo e o correcto
que eu sofrer por enganos!

Mais fácil fazer de conta
que a conta ter de fazer...!

Maria Morais de Sa
4 MMXIII
II
XX
BEIJANDO ÁGUA SALGADA
Por: Nazaré G.

Gosto de passear, pela praia, à beira mar
Pisando água salgada, areia molhada
Sentir o cheirinho das algas
Ouvir a voz do vento chegar até mim
Como num lamento impetuoso
Expirando as folhas fenecida
E cobrindo os céus
Com pétalas claras, macias
Sentir a presença daquele mar imenso
Tocar, olhar, e viver cada momento
E por fim chegar a casa cansada
Com os olhos gritando de cansaço
Pedindo abrigo…Como barco encalhado!
Adoro aquele mar azul, a imensidão
As coisas simples…
Pois são elas o meu reconforto
O refúgio de um espirito complexo
Que sou eu!

20/02/13

 https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/s480x480/488126_423345117750446_1624039054_n.jpg
Trocadilhos meus ♥ Por Paulinha Santos ....

Enquanto se pensa que se faz , aquilo que dizemos , não se diz ! Aquilo que fazemos sem fazer ao dizer .
Aquilo que sentimos sem fazer .
Enquanto houver Sol não há Chuva!
Sem sorrisos não há Luz .
Enquanto fechar-mos o Coração não há remédio nem solução .
Enquanto não olhar-mos não aprendemos .
Se não aprendemos não semeamos .
Não havendo semente não há colheita .
Enquanto pensamos não agimos .
Se não agimos não temos .
Se temos colhemos .
Ao ficar-mos sentados não andamos .
Se não andamos não colhemos .
Se temos Vida e não Vivemos .
Se culpamos a Vida não Fluímos .
Se não fluímos não voamos.
Se voar é Viver porque não o fazemos !
Se queremos Viver porque lamentamos !
O lamento é um tormento porque não transforma-lo!?
Se Amar é dar porquê o Amor exigente e saturado !
Nas horas dos Abraços fechamos os braços ??
Se nos levantamos porque caímos !
Se caímos porque não nos curamos ?
Falta a força no momento ?
Caminhamos e não descansamos .
Descansamos e não queremos dormir .
Se dormir é sonhar porque não acordar e investir!
Enquanto dizemos que fazemos ou pensamos fazer entra o tormento do lamento do que damos à Vida sem querer ..
Se a Vida nos é dada porquê saturá-la ??
Podemos correr .. parar é sadio !
Eu penso porque penso e porque penso eu sei ...
Eu sei o que penso e assim agirei ..
Nas palavras me compenso do Amor que sempre dei !
Continuarei .. nada me impede !
Só eu e mais ninguém ..
Vida que me acompanhas serás sempre minha até um dia !
Pois se tudo se acaba porquê tanta ironia !
Troquemos então o dom sobre o tom ...
A Vida é Dádiva ...
O que fazemos na Vida são Trocadilhos nossos !!!
O BALANÇAR DAS ONDAS

Quanta saudade mar
De te olhar de perto
De nas tuas águas caminhar
Mas tenho de esperar
O momento certo

Hoje de longe te olhei
Vi as ondas balançar
E nas rochas rebentar
Com mais saudades fiquei
Por não me poder aproximar

Olhei-te durante um momento
Soprava forte o vento
Aquele céu cinzento
Quase chorei de descontentamento

Quis partilhar contigo a minha dor
Que aos poucos me vai levar
As saudades daquele amor
Que ainda me faz chorar

tulipanegra
O BALANÇAR DAS ONDAS

Quanta saudade mar
De te olhar de perto
De nas tuas águas caminhar
Mas tenho de esperar 
O momento certo

Hoje de longe te olhei
Vi as ondas balançar
E nas rochas rebentar
Com mais saudades fiquei
Por não me poder aproximar

Olhei-te durante um momento
Soprava forte o vento 
Aquele céu cinzento
Quase chorei de descontentamento

Quis partilhar contigo a minha dor
Que aos poucos me vai levar
As saudades daquele amor
Que ainda me faz chorar

tulipanegra
Poesia plena

Crava-me na alma
A poesia douradora
Esse veneno, gostoso
Que actua de imediato.
Não me seduzas
Não me intoxiques, de prazer
Unicamente, com rimas.
Veste-me
Transporta-me
Ecoa-me, sem cessar
Versos ao ouvido
Prende-me, nas entrelinhas
Dos teus poemas
Revela-te
Escreve-me, perpetuamente!
Move-te
Tacteia
Abraça
Beija
Com anseio todos os verbos.
Revê-te
Inspira-te
Letra a letra
Sente na carne
As minhas metáforas!
Multiplica o teu prazer
E divide-o por dois.
Eterniza na tua memória
A minha existência
E as minhas estrofes de prata…

Telma Estêvão
Poesia plena


Crava-me na alma
A poesia douradora
Esse veneno, gostoso
Que actua de imediato.
Não me seduzas 
Não me intoxiques, de prazer
Unicamente, com rimas.
Veste-me 
Transporta-me
Ecoa-me, sem cessar
Versos ao ouvido
Prende-me, nas entrelinhas
Dos teus poemas
Revela-te
Escreve-me, perpetuamente!
Move-te 
Tacteia 
Abraça
Beija
Com anseio todos os verbos.
Revê-te 
Inspira-te
Letra a letra
Sente na carne
As minhas metáforas!
Multiplica o teu prazer
E divide-o por dois.
Eterniza na tua memória
A minha existência
E as minhas estrofes de prata…


Telma Estêvão
ERAMOS FELIZES

Criança era assim mesmo
Quando tinha tempo pra brincar
Era a correr e saltar
Livre como pardais
Pelas hortas e currais
Até os pobres animais
Ficavam assustados
Com tanta traquinice e algazarra
No meio dos milheirais
Ouvia-se a cantoria
E à noite nos pinhais
Cantava a cotovia
Brincava-se em qualquer lado
Onde a Lua ilumina-se
Era até escurecer
Ou até que nos chamasse
Em casa à luz da candeia
Rezava-se depois da ceia
Para agradecer ao Senhor
Por nos dar pão e amor
Eramos adultos em miniatura
Em tempo que não existia fartura
Do mais velho ao mais novo
Todos tinham que ajudar
Juntava-se na aldeia o povo
Pra colher e semear
Aqueles rostos rosados
Queimados pela luz solar
Cresciam sadios em liberdade
Havia pouco o que comer
Não dava para escolher
Mas eramos felizes

tulipanegra
Sei-te ler

O meu corpo
Desperta
Quando ouve
Os teus sussurros.
Valsa por entre
Os teus dedos
Treme agitado
E soalheiro
Quando amanhece
Entrelaçado no teu colo..
A minha alma
Sorri
Articula instantes
Eternos
Veste o teu calor
Sofre urgências
Que chamam por ti.
Quando a noite
Insinua
Contemplo os teus traços
E decifro os teus gestos.
Dispo
Os segredos
Dos teus lábios, esculpidos
Morro na tua pele.
Nos teus olhos
Leio o reflexo
Dos meus desejos…

Telma Estêvão
Sei-te ler

O meu corpo 
Desperta 
Quando ouve
Os teus sussurros.
Valsa por entre 
Os teus dedos
Treme agitado
E soalheiro
Quando amanhece
Entrelaçado no teu colo..
A minha alma
Sorri
Articula instantes
Eternos
Veste o teu calor
Sofre urgências
Que chamam por ti.
Quando a noite
Insinua
Contemplo os teus traços
E decifro os teus gestos.
Dispo 
Os segredos
Dos teus lábios, esculpidos
Morro na tua pele.
Nos teus olhos
Leio o reflexo
Dos meus desejos…

Telma Estêvão
SINTO O CANSAÇO
Por Nazaré G.

Sempre tive uma vida difícil, sofrida
Vida que vivi, vida já vivida
Sempre sofri… mesmo te tendo perto de mim
Mas sem ti também dói o meu viver
A dor corrói o meu ser neste viver
Acho que fui nesta vida a predestinada
Para sofrer nesta longa estrada
Mas estou cansada de tanto sofrer
E esta dor que sinto… tanto doer!
Nesta vida de nada, já sem graça
Um dia o coração entreguei
Hoje a esperança surge noutra lua
Meu passado te expus
E toda a minha cruz!

20/02/13

Foto 
Devemos pensar

Crescer obriga o tempo a ser adulto
O que acontece não espera, não sonha, é real
Os sentidos são o domínio de um povo mais culto
O castelo de areia, não é castelo sem mar, sem água, sem areal

Sonhamos como ser, porque existimos
Ruímos quando não deixamos colorir o nosso sonhar
Sonhos por vezes sem palavras, sem cifras, sem contar
Apenas queremos ser quando temos e nada pedimos

Quando nos lembramos em memórias, ficam os momentos
Sentimos nas mãos, sentimos na pele, porque residimos em nós
Vivemos no silêncio que dispara, um coração que bate pensamentos
Eu penso no mar, no céu e defino o azul, não estamos sós

Imagino as fragâncias dilatadas nas cores, como se fossem palavras com perfume
Mas a voz é o que escrevo, horizontes a perder de vista, imensidão louca
Sofregamente beijo o atrevido céu, abraço o imenso mar, caminho sobre o lume
E no acto faço bolas de sabão, humidades sem fronteiras na tua boca

Somos um presente que aparecemos em flash, o contar dos dedos
Sequência de uma corrida tresloucada, gemidos e um vencedor
No momento vemos o mar, o sorriso, a luz, uma novela, enredos
O doce feminino, aromas da terra que polvilha o mais belo do amor

José Alberto Sá
DIA DE TEMOR E ANGÚSTIA
Por Nazaré G.

Hoje levantei-me com angústias
E contei-te as minhas dores
Revelei-te sobre meus antigos amores
De quando vivi terríveis ventanias!

Chorei ao sentir na vida desamores
Amor hoje, só em ti sinto garantias
No teu coração vislumbro lindas alegrias
No doce e terno beijo que sempre permitias!

Quero viver com este pensar, no teu olhar
Quero junto a ti navegar no teu mar
Num momento lindo te amar
Em mares sem marés, só maresia!

Olhando o teu céu cheio de estrelas
Contigo a meu lado hei-de admirá-las
Porque por nós brilham como grinaldas
Num acasalar de almas, fantasias!

10h20 20/02/13

 Foto
Ser livre...

Hoje,
deixei que a caneta,
se libertasse,
sobre a folha de papel...
Livremente,
voasse sobre ela,
que nem cavalo selvagem que corre livre pelos campos...
Sem nada que a prendesse,
sem sentido,
sem orientação...
Fui vendo a folha branca,
ficar manchada pela tinta,
que saia da sua ponta,
deixando a sua marca,
deixando um pouco de si...
Livremente,
sobre a folha de papel,
a caneta deixou ideias,
sentimentos,
momentos,
memórias...
Por momentos,
queria ser a caneta,
tirar de mim,
um pouco disso tudo...
Libertar memórias,
soltar sentimentos,
deixar voar alguns momentos...
Ser livre...

Nuno Miguel Miranda
"Parvoices" de Um Sonhador

BOM DIA AMIGOS E FAMILIARES
Como é bom começar o dia pensando em vós meus amigos
Hoje peço a Deus para que tudo dei certo nas nossas vidas,
Que os nossos caminhos sejam suavizados pela brisa do ar,
Que chegará até nós de mansinho…
Trazendo com ela o aroma das flores, dando colorido e perfume
Ás nossas vidas, ao nosso dia…
Que cada amanhecer traga consigo nova esperança
Seja lindo nosso dia cheio de amor e bonança
Voltando a ser a criança, que sempre existiu dentro de nós…
Bom dia com alegria… bom dia com confiança!

‎"a felicidade plena é um estado de espírito em que a alma nada depende de coisas externas e supérfluas...!"