sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PEDRAS


“Pedras mortas”, que se abraçam e se encaixam,
“Estátuas vivas” que o tempo já viu orar.
Pedras, que a nudez do teu corpo aceitaram,
preciosas, belas, que alguém vai cinzelar.

Pedras que se erguem altaneiras, que se enfaixam
em rendilhados de palácios, de encantar,
são iguais às mesmas pedras que se encaixam
na casa humilde onde o pobre irá noivar.

Pedras, mausoléus, pináculos esculpidos!
Pedras que se calcam em meus sentidos.
São rochedos que o mar beija quando avança.

Pedras… sangram nas ameias de castelos,
aras sagradas, pedras raras, templos belos,
pedras pequenas, na fisga duma criança.


Manuel Manços
PEDRAS


“Pedras mortas”, que se abraçam e se encaixam,
“Estátuas vivas” que o tempo já viu orar.
Pedras,  que a nudez do teu corpo aceitaram,
preciosas, belas, que alguém vai cinzelar.

Pedras que se erguem altaneiras, que se enfaixam
em rendilhados de palácios,  de encantar,
são iguais às mesmas pedras que se encaixam
na casa humilde onde o pobre irá noivar.

Pedras, mausoléus, pináculos esculpidos!
Pedras que se calcam em meus sentidos.
São rochedos que o mar beija quando avança.

Pedras… sangram nas ameias de castelos,
aras sagradas, pedras raras, templos belos, 
pedras pequenas, na fisga duma criança.
                          
                          
Manuel Manços

Sem comentários:

Enviar um comentário