segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SOB A SAIA A NUDEZ DA NATUREZA

Sob a saia a nudez da natureza
Escondida na sombra do pudor.
Pássaro solto, puro, abrasador,
Esvoaçando arrojado, sem torpeza.

Negando submissão, com afoiteza,
Num mundo livre e cheio de fulgor.
Era toda mar, sol, lua, esplendor,
Senhora de si própria em singeleza.

Só ela conhecia essa ousadia
De por baixo das saias, dia a dia
Apenas usar o que é natural.

Assim sentia o vento livremente
Beijando-a sem mordaça, independente
Do que os outros achassem que era mal.

Cecilia Franco de Sousa

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