sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PASSOS PERDIDOS

Era aí onde semeei a lua
e bebi o luar
Onde o mundo se ergueu
Tão fresco e inocente
de hoje agora e sempre
Tal como a giesta nasceu

Era aí onde os cheiros se foram
vivendo
Onde o meu sonho se erguia
no espaço
Na ansiedade do olhar travesso
se perdia

Era nesse lado que a frondosa
ingenuidade crescia
Num peito nobre, ardente
Tão forte quanto inocente
Onde o teu amor mal cabia

É nesse lado que repousam
os meus sentidos
Onde os rasgos do meu amor
foram colhidos

paxiano

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