sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Egoísmo perante, os filhos da rua


Como é delicioso
Esticar-me no prazer
De um leito
Dormir enroscada
E esfregar (me) no odor
E na febre da minha mortalha.
Repartir, utopias com o meu… travesseiro.

Em farrapos
E com náuseas
Sangram as noites, a pouca distância…
Corpos ausentes de destino
Em silêncio, sentem a dor do vazio.
Em lamurias vagas
Aquecem-se na camuflagem
Inflamada das cinzas.
Agasalham-se, com pedaços de papelão
Debaixo das estrelas e da lua.
Sem abrigo, famintos de pão e carinho
Abraçam-se a uma garrafa, esvaziada
Embriagados, simulam quimeras.
Com os olhos postos na saudade
Vadiam, as noites de Inverno....
Escondendo rostos em flagelo
E sem nome…


Telma Estêvão
Egoísmo perante, os filhos da rua 


Como é delicioso
Esticar-me no prazer
De um leito
Dormir enroscada
E esfregar (me) no odor
E na febre da minha mortalha.
Repartir, utopias com o meu… travesseiro.

Em farrapos
E com náuseas
Sangram as noites, a pouca distância…
Corpos ausentes de destino
Em silêncio, sentem a dor do vazio.
Em lamurias vagas
Aquecem-se na camuflagem 
Inflamada das cinzas.
Agasalham-se, com pedaços de papelão
Debaixo das estrelas e da lua.
Sem abrigo, famintos de pão e carinho
Abraçam-se a uma garrafa, esvaziada
Embriagados, simulam quimeras.
Com os olhos postos na saudade
Vadiam, as noites de Inverno....
Escondendo rostos em flagelo
E sem nome…


Telma Estêvão

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