O " Acabado " …
Os muros do Palacete que eu detestava ver, desmoronaram-se!
Perdi o medo do betão de que era construído e armado
Quando caiu, pareceu-me de algodão
Mostram-se agora retorcidas as vigas que suportavam as paredes de
veludo negro que me metiam medo, e as portas escancararam-se para eu
poder respirar
Quando arrastadas chão rangeram com dor pela não utilização
O meu medo pode agora ver o Sol, o Mar, o Luar … e Amar !
As janelas empenadas continuam fechadas. Não se abrem. Só à machadada
Os vidros já partidos estão foscos e bolorentos também pelo medo
As cortinas, pretas por luto, foram retiradas e … são lixo
As teias de aranha proliferam. Negam-se a ser arrancadas dos tectos das
escadas, e por maldade não deixam os vidros olhar a rua por heras
emaranhada
Os panos pretos que cobriam os móveis desfizeram-se em pó,
por tanta humilhação
E os lustres perderam o brilho por falta de brio,
e falha d’ iluminação
Não importa que todos os muros do Palacete tenham desabado
Ficou airoso o sítio do … “ Acabado “
Acabou também o meu medo do Palacete que detestava ver !
Magá Figueiredo
O " Acabado " …
Os muros do Palacete que eu detestava ver, desmoronaram-se!
Perdi o medo do betão de que era construído e armado
Quando caiu, pareceu-me de algodão
Mostram-se agora retorcidas as vigas que suportavam as paredes de veludo negro que me metiam medo, e as portas escancararam-se para eu poder respirar
Quando arrastadas chão rangeram com dor pela não utilização
O meu medo pode agora ver o Sol, o Mar, o Luar … e Amar !
As janelas empenadas continuam fechadas. Não se abrem. Só à machadada
Os vidros já partidos estão foscos e bolorentos também pelo medo
As cortinas, pretas por luto, foram retiradas e … são lixo
As teias de aranha proliferam. Negam-se a ser arrancadas dos tectos das escadas, e por maldade não deixam os vidros olhar a rua por heras emaranhada
Os panos pretos que cobriam os móveis desfizeram-se em pó,
por tanta humilhação
E os lustres perderam o brilho por falta de brio,
e falha d’ iluminação
Não importa que todos os muros do Palacete tenham desabado
Ficou airoso o sítio do … “ Acabado “
Acabou também o meu medo do Palacete que detestava ver !
Magá Figueiredo
Os muros do Palacete que eu detestava ver, desmoronaram-se!
Perdi o medo do betão de que era construído e armado
Quando caiu, pareceu-me de algodão
Mostram-se agora retorcidas as vigas que suportavam as paredes de veludo negro que me metiam medo, e as portas escancararam-se para eu poder respirar
Quando arrastadas chão rangeram com dor pela não utilização
O meu medo pode agora ver o Sol, o Mar, o Luar … e Amar !
As janelas empenadas continuam fechadas. Não se abrem. Só à machadada
Os vidros já partidos estão foscos e bolorentos também pelo medo
As cortinas, pretas por luto, foram retiradas e … são lixo
As teias de aranha proliferam. Negam-se a ser arrancadas dos tectos das escadas, e por maldade não deixam os vidros olhar a rua por heras emaranhada
Os panos pretos que cobriam os móveis desfizeram-se em pó,
por tanta humilhação
E os lustres perderam o brilho por falta de brio,
e falha d’ iluminação
Não importa que todos os muros do Palacete tenham desabado
Ficou airoso o sítio do … “ Acabado “
Acabou também o meu medo do Palacete que detestava ver !
Magá Figueiredo

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