RADIAÇÃO
Que solidão senti
Quando cara a cara te encontrei
Naquela sala enorme arrefeci
Com aquela máquina gigantesca me assustei
Movimentava-se sonoramente
E disparava radiação
Por cima da mama decepada
Mesmo à frente do coração
Numa posição desconfortável
Isolada com portas de chumbo
Fiquei como que acorrentada
Refugiada no meu pequeno mundo
Pensando ali deitada
Confrontei-me com a situação
Na sala grande e gelada
Onde apanhava a radiação
Foi impossível não pensar
No que me está a acontecer
Foi possível te enfrentar
E te jurar vencer
No silêncio bruscamente interrompido
Pelo som que a máquina despoletava
Repetia para mim mesma
Que brutalmente a radiação
Para sempre te castrava…
In "A VIDA DE PERNAS PARA O AR" (Falar de cancro em poesia)...
RADIAÇÃO
Que solidão senti
Quando cara a cara te encontrei
Naquela sala enorme arrefeci
Que solidão senti
Quando cara a cara te encontrei
Naquela sala enorme arrefeci
Com aquela máquina gigantesca me assustei
Movimentava-se sonoramente
E disparava radiação
Por cima da mama decepada
Mesmo à frente do coração
Numa posição desconfortável
Isolada com portas de chumbo
Fiquei como que acorrentada
Refugiada no meu pequeno mundo
Pensando ali deitada
Confrontei-me com a situação
Na sala grande e gelada
Onde apanhava a radiação
Foi impossível não pensar
No que me está a acontecer
Foi possível te enfrentar
E te jurar vencer
No silêncio bruscamente interrompido
Pelo som que a máquina despoletava
Repetia para mim mesma
Que brutalmente a radiação
Para sempre te castrava…
In "A VIDA DE PERNAS PARA O AR" (Falar de cancro em poesia)...
Movimentava-se sonoramente
E disparava radiação
Por cima da mama decepada
Mesmo à frente do coração
Numa posição desconfortável
Isolada com portas de chumbo
Fiquei como que acorrentada
Refugiada no meu pequeno mundo
Pensando ali deitada
Confrontei-me com a situação
Na sala grande e gelada
Onde apanhava a radiação
Foi impossível não pensar
No que me está a acontecer
Foi possível te enfrentar
E te jurar vencer
No silêncio bruscamente interrompido
Pelo som que a máquina despoletava
Repetia para mim mesma
Que brutalmente a radiação
Para sempre te castrava…
In "A VIDA DE PERNAS PARA O AR" (Falar de cancro em poesia)...

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