sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

VENENO

Corre em minhas veias estragadas
Um veneno muito interessante
Escorre nas artérias fustigadas
Mas salva vidas e isso é importante

Durante quatro horas
Corre, corre sem parar
De três em três semanas
O meu corpo vem alimentar

Corre em minhas veias
Este veneno maldito
Que contamina a semente podre
E o organismo de um jeito esquisito

Sente-se a aflição
Desse necessário envenenamento
Durante semanas a fio
Toleramos tal sofrimento

Sentadas nas cadeiras
E muito conformadas
Está um grupo de Guerreiras
Aguardando serem envenenadas

Confrontadas com a situação
E com a sua consequência
Só resta a resignação
E lutar pela sobrevivência...

In o meu livro "A VIDA DE PERNAS PARA O AR" (Falar de cancro em poesia)
VENENO

Corre em minhas veias estragadas
Um veneno muito interessante
Escorre nas artérias fustigadas
Mas salva vidas e isso é importante

Durante quatro horas
Corre, corre sem parar
De três em três semanas
O meu corpo vem alimentar

Corre em minhas veias
Este veneno maldito
Que contamina a semente podre
E o organismo de um jeito esquisito

Sente-se a aflição
Desse necessário envenenamento
Durante semanas a fio
Toleramos tal sofrimento

Sentadas nas cadeiras
E muito conformadas
Está um grupo de Guerreiras
Aguardando serem envenenadas

Confrontadas com a situação
E com a sua consequência
Só resta a resignação
E lutar pela sobrevivência...

In o meu livro "A VIDA DE PERNAS PARA O AR" (Falar de cancro em poesia)

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