terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Aflui (me), sem pressa


Vem sem pressa
Acender quentes desejos
Vem devagarinho
Vestido de sol abrasador
E sem o palpitar dos ponteiros.
Vem tranquilo, ungir-me
E embriagar-me de amor
Vem sem cansaços
Subir degrau a degrau, o meu corpo
Alcançar e abraçar a doçura da minha alma.
Vem ávido, prender-me nos teus braços
Deslizar sobre a minha boca
E sentir a febre dos meus beijos.
Vem agitar, a noite, com uma luz intensa
Apertar a madrugada mansa
E ler os anseios do meu corpo.
Vem velejar em quimeras coloridas
Calar-me as angústias
E envolver-me o coração com rosas.
Vem enamorar-me a alma
E aninhar o florescer do luar.
Vem e demora-te
Sente o perfume, da nossa eterna Primavera.


Telma Estêvão
Aflui (me), sem pressa


Vem sem pressa
Acender quentes desejos
Vem devagarinho
Vestido de sol abrasador
E sem o palpitar dos ponteiros. 
Vem tranquilo, ungir-me
E embriagar-me de amor 
Vem sem cansaços
Subir degrau a degrau, o meu corpo
Alcançar e abraçar a doçura da minha alma.
Vem ávido, prender-me nos teus braços
Deslizar sobre a minha boca
E sentir a febre dos meus beijos.
Vem agitar, a noite, com uma luz intensa
Apertar a madrugada mansa
E ler os anseios do meu corpo.
Vem velejar em quimeras coloridas
Calar-me as angústias
E envolver-me o coração com rosas.
Vem enamorar-me a alma
E aninhar o florescer do luar.
Vem e demora-te
Sente o perfume, da nossa eterna Primavera.


 Telma Estêvão

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