segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

OLHAR

Olho sem olhos espoliados
pelo cego prazer de ver
na infinita cor azulada
a tua imagem

nas telas da imaginação
surges em fugaz melancolia
em canteiros de amor e solidão

quero-te como a mão que agarra
e esmaga a dor no silêncio

amargo
são as nuvens de pó
que me magoam o olhar por não te ver

amanhece dentro de mim
não é tarde
o Sol vem manso
iluminar a cor
quero-te vertiginosa
em espasmos de luz

Por CFBB em 18/1/2013

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