OLHAR
Olho sem olhos espoliados
pelo cego prazer de ver
na infinita cor azulada
a tua imagem
nas telas da imaginação
surges em fugaz melancolia
em canteiros de amor e solidão
quero-te como a mão que agarra
e esmaga a dor no silêncio
amargo
são as nuvens de pó
que me magoam o olhar por não te ver
amanhece dentro de mim
não é tarde
o Sol vem manso
iluminar a cor
quero-te vertiginosa
em espasmos de luz
Por CFBB em 18/1/2013
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