ERGUEM-SE AS TAÇAS
O cheiro a maresia
Cada onda que galgava
A chuva que caía
Em plena madrugada
O sino toca as doze badaladas
Ali junto á praia
Vou contando as passas
Pareço uma catraia
E erguem-se as taças
Para brindar
E diz-se umas graças
Ao ano que está a começar
Despeço-me do velho
Sem qualquer tristeza
Como vai ser o novo
Não tenho a certeza
Que traga bons ventos
Paz e harmonia
Para esquecer os momentos
Em que não tive alegria
tulipanegra
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