terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Esperando o sol!

Olhei e pensei ser uma miragem
e senti como se me retirassem
as meras ilusões e sonhos que um dia concebi!
Desejo agora esse abrir de portas e
janelas absurdas que me trancam
com esses ferrolhos e ferros que nunca vi!

Essas paredes tortas e estas ruínas negras
desabando em pedras soltas
rebentando o fosso desse chão de mim!

Com elas ergui castelos vertiginosos
e com eles cresci pintando
olhares em horizontes
formando defesas grandes e fortes
pensando que neles não veria o fim!

Agora senti que o verde me tenta subir
por estes fracos e débeis alicerces!
Ocupando o vazio por entre estas rochas
que estão vivas mas sombrias
olhando os céus cantando orações e as suas preces
para que o sol as cubra e ilumine com seu brilho!

Desabei mas não caí senti que me transformei!
Juntei todas essas pedras e estou formando com elas
a morada da esperança!

Farei a meu redor um jardim
mas para isso terei que levantar
este inverno que me jaz e teima morar em mim!
Irei pedir ao vento para afastar
estas nuvens cinzentas
e em meu ser deixar entrar esse
lindo e brilhante sol de raios quentes!

Por entre o descanso e o cansaço
devolvo ás raízes que me crescem
fazendo brotar esse verde
pela essência do meu ser!
E com elas subir ao mais alto das colinas
e nelas poder receber esse brilho majestoso
que as montanhas escondem e que por vezes
fazem a sombra que em mim querem permanecer!

Maria Morais de Sa
Esperando o sol!

Olhei e pensei ser uma miragem 
e senti como se me retirassem
as meras ilusões e sonhos que um dia concebi!
Desejo agora esse abrir de portas e
janelas absurdas que me trancam 
com esses ferrolhos e ferros que nunca vi!

Essas paredes tortas e estas ruínas negras  
desabando em pedras soltas 
rebentando o fosso desse chão de mim!

Com elas ergui castelos vertiginosos 
e com eles cresci pintando 
olhares em horizontes 
formando defesas grandes e fortes 
pensando que neles não veria o fim! 

Agora senti que o verde me tenta subir 
por estes  fracos e débeis alicerces!
Ocupando o vazio por entre estas rochas
que estão vivas mas sombrias 
olhando os céus cantando orações e as suas preces
para que o sol as cubra e ilumine com seu brilho! 

Desabei mas não caí senti que me transformei! 
Juntei todas essas pedras e estou formando com elas 
a morada da esperança!

Farei a meu redor um jardim 
mas para isso terei que levantar 
este inverno que me jaz e teima morar em mim!
Irei pedir ao vento para afastar 
estas nuvens cinzentas
e em meu ser deixar entrar esse 
lindo e brilhante sol de raios quentes!

Por entre o descanso e o cansaço
devolvo ás raízes que me crescem
fazendo brotar esse verde 
pela essência do meu ser! 
E com elas subir ao mais alto das colinas 
e nelas poder receber esse brilho majestoso 
que as montanhas escondem e que por vezes 
fazem a sombra que em mim querem permanecer!

Maria Morais de Sa

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