terça-feira, 8 de janeiro de 2013

EU SOU AQUELE

Eu sou aquele que um dia te deixou
trazendo nas mãos as tuas frias madrugadas.
Sou aquele que mais tarde suspirou
Por ter deixado as tuas manhãs orvalhadas.

Mas já não sou aquele que conheceste
quando criança andava pelos montados.
Mas o sou ainda mesmo a quem deste
“alma de poeta” em campos inexplorados.

Eu sou ainda aquele que te ama, saudoso
e que diariamente, pr’a viver,
tem que passar para lá do Tejo.

Sou aquele que as tuas musas inspiraram, vaidoso,
porque os meus versos “te irão engrandecer”
junto de quem me quiser escutar, meu Alentejo.

Falcoeiras, 10 de Junho de 1983

Manuel Manços
EU SOU AQUELE

Eu sou aquele que um dia te deixou
                              trazendo nas mãos as tuas frias madrugadas.
                               Sou aquele que mais tarde suspirou
                               Por ter deixado as tuas manhãs orvalhadas.

 Mas já não sou aquele que conheceste
                                quando criança andava pelos montados.
                                Mas o sou ainda mesmo a quem deste
                                “alma de poeta” em campos inexplorados.

 Eu sou ainda aquele que te ama, saudoso
                               e que diariamente, pr’a viver,
                               tem que passar para lá do Tejo.

 Sou aquele que as tuas musas inspiraram, vaidoso,
                               porque os meus versos “te irão engrandecer”
                               junto de quem me quiser escutar, meu Alentejo. 
         
                                                                             Falcoeiras, 10 de Junho de 1983

                                     Manuel Manços

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