segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Divagando…
Alargam-se as mentiras e as promessas vãs,
Tudo se esvai, como o vento e a bruma das manhãs…
Agora o existir, será sempre um bocejo, um longo bocejo,
Entre essa bruma, o desejo e coisa nenhuma…
Os princípios radicais de cada um, estão perdidos no tempo,
Como barcos ancorados no cais, do nosso pensamento…
Barcos sem rumo para navegar, nem timoneiro a comandar,
Num longo entardecer, a noite a parecer, tudo acaba por morrer…
O túnel não tem luz no seu final, que futuro para os filhos e netos afinal?
Os pergaminhos das gentes, não está assegurado, antes está penhorado,
Não existe mais a história, apagada da memória,
Nem presente nem futuro, nem caminho, nem estrada,
Só existe o nada…
Promessas, mentiras e confusões, os pobres ficam com tostões,
Há muitas contradições, alguns lucram aos milhões,
O País está a cair, desmoronando e a crise vai aguentando,
Enquanto uns vão sorrindo, outros que são muitos chorando,
Mas, até quando?

31/10/2012
José Castro

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