Prosando e rimando
O Mar outrora calmo, e hoje bravio, Raivas de espuma, ódios e nevoeiros,
Areias sem coragem, e sem brio, Insultos de rajadas de morteiros…
Seguram esta vida descontentes, Enquanto combatem os demais,
Á custa de alguns, muito incompetentes, Com seus instintos carnais…
Esses insectos vis e repugnantes, Como irmãos nobres e ancestrais,
Consomem, horas, minutos e instantes…
Vestem fraque rabão, gravata fina, e colarinho branco,
Nas cerimónias com ar risonho, Enquanto choras ranho e pranto,
Com temores de um fim medonho…
Um tormento o de acordar, e sentir um pesadelo eterno,
Com as verdades encapotadas, as mentiras mais veladas,
Ditas de uma forma redentora, tornando na vida um tormento,
Sem a luz nascente, ou um bom final,
Com laivos de crueldade, e muita cumplicidade…
Florinhas virgens, castiçais de esperança,
Vestes finas, de estranha bonança,
Livros de breve leitura, que já ninguém mais quer ler…
Que pena tenho de não ser criança, para não sentir a amargura,
De ver essa leitura e compreender…
Tudo em que acreditava e julgava saber,
Agora nada, sei nem procuro saber, prefiro esquecer…
E, tu que julgas algo saber, nada sabes,
E, eu, nada sei…
23/11/2012
José Castro
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