IDOSOS/SOLIDÃO/FAMILIA
Ser idosa
Não é ser velha
Há tantas ainda airosas
Que se mexem como abelha
Mas esta que falo aqui
Outrora como a formiga
Por ela me enterneci
E sei no que se tornou a sua vida
Sozinha naquele quarto
Como se fosse uma redoma
Que triste aquele retrato
Aprisionada à poltrona
Tantas vezes se refugia
Num mundo que é só seu
O olhar sem alegria
Que de tudo se esqueceu
Entre o presente
E o passado
Lhe vai confundindo a mente
Deixando todos preocupados
Dia e noite, noite e dia
Espera que passe o tempo
Sozinha sem companhia
Exceto alguns momentos
Em momentos de lucidez
Custa ouvir o seu pedido
Dizer que quer morrer de vez
Pra não ser um empecilho
Quando segura a minha mão
Implorando companhia
Cortasse-me o coração
De boa vontade ficaria
Mas há uma forte razão
Que a minha vontade contraria
E vejo-a naquela solidão
Dia e noite, noite e dia
Até que chegue a hora da partida
tulipanegra
IDOSOS/SOLIDÃO/FAMILIA
Ser idosa
Não é ser velha
Há tantas ainda airosas
Que se mexem como abelha
Mas esta que falo aqui
Outrora como a formiga
Por ela me enterneci
E sei no que se tornou a sua vida
Sozinha naquele quarto
Como se fosse uma redoma
Que triste aquele retrato
Aprisionada à poltrona
Tantas vezes se refugia
Num mundo que é só seu
O olhar sem alegria
Que de tudo se esqueceu
Entre o presente
E o passado
Lhe vai confundindo a mente
Deixando todos preocupados
Dia e noite, noite e dia
Espera que passe o tempo
Sozinha sem companhia
Exceto alguns momentos
Em momentos de lucidez
Custa ouvir o seu pedido
Dizer que quer morrer de vez
Pra não ser um empecilho
Quando segura a minha mão
Implorando companhia
Cortasse-me o coração
De boa vontade ficaria
Mas há uma forte razão
Que a minha vontade contraria
E vejo-a naquela solidão
Dia e noite, noite e dia
Até que chegue a hora da partida
tulipanegra
Ser idosa
Não é ser velha
Há tantas ainda airosas
Que se mexem como abelha
Mas esta que falo aqui
Outrora como a formiga
Por ela me enterneci
E sei no que se tornou a sua vida
Sozinha naquele quarto
Como se fosse uma redoma
Que triste aquele retrato
Aprisionada à poltrona
Tantas vezes se refugia
Num mundo que é só seu
O olhar sem alegria
Que de tudo se esqueceu
Entre o presente
E o passado
Lhe vai confundindo a mente
Deixando todos preocupados
Dia e noite, noite e dia
Espera que passe o tempo
Sozinha sem companhia
Exceto alguns momentos
Em momentos de lucidez
Custa ouvir o seu pedido
Dizer que quer morrer de vez
Pra não ser um empecilho
Quando segura a minha mão
Implorando companhia
Cortasse-me o coração
De boa vontade ficaria
Mas há uma forte razão
Que a minha vontade contraria
E vejo-a naquela solidão
Dia e noite, noite e dia
Até que chegue a hora da partida
tulipanegra


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