quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

AUSENTE TÃO PRESENTE

Dentro da noite apagada
Encostado ao teu divino nome
Nome de terra, sulco de água
Nome célebre de quem o tem
Sublime, doce, nome de mãe

Mãe deste e daquele
no refúgio da madrugada
Manto de quem se agasalha
Na noite onde tudo se revela
Num quadro de tinta e tela

Traços longos na memória
Raízes de doce lembrança
Eco de vida que se propaga
Na noite que tudo se apaga
E deixa os sonhos de criança

Foram dias, foram noites
Na ordem seguida do tempo
Foram frutos de quase nada
Libertados na voz do vento
Quando a luz trémula se apaga

Somos a luz incandescente
Desse alguém que foi tão presente

paxiano

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